sexta-feira, 13 de abril de 2012

I

Meu professor do terceiro ano era um velhinho resistente, com feições de dignidade teórica e ares de Quixote. Figura obrigatória das manhãs, trazia da biblioteca o seu discurso da verdade. Na aula, a caixa no alto da parede, a redação no quadro negro, o ditado marxista. Eu sofria com tais arrogâncias e também porque entendia que ele não passava de uma visita chata, cujo problema formador era o dinheiro.